| Museu do Fado
Sobre o Trabalho:
A SAV instalou todo o sistema audiovisual que
acompanha a Exposição de David Mourão-Ferreira no Museu do Fado.
Foram
instalados 3 videoprojectores, um no tecto de um dos sectores da
exposição, e outros dois dentro de uma caixa fechada 2x2m que permite
disponibilizar 2 ecrãs de grandes dimensões posicionados no centro da
entrada da exposição. Estes últimos, têm a
particularidade de estarem a projectar para ecrãs através de um sistema
de espelhos desenvolvido para permitir imagens de grandes dimensões em
curtos espaços.
Criámos para este
evento uma projecção com dimensão superior a 2 metros de largura com o
projector a menos de 50 cm da tela! O terceiro equipamento de
projecção está colocado no tecto da Sala à entrada da exposição,
projecta para uma tela Translúcida VivaHD de elevada qualidade que causa
máximo impacto junto dos visitantes que entram na exposição.
Agregado à estrutura do Expositor com fixações em aço de perfil reduzido,
criámos assim um ambiente de tela suspensa que dá a importância aos
conteúdos apresentados e não ao equipamento usado para os transmitir!
Sobre o Equipamento:
Para
garantir a máxima qualidade de imagem, o cliente optou por instalar
um sistema de projecção Sanyo XU48 que debita 3000 ansi lumens, permitindo
projecções nítidas e coloridas mesmo com condições adversas à projecção. O ecrã
instalado VivaHD permite obter imagens de qualidade em ambas as faces
da tela!
Visite a Exposição até 30 de Setembro
no Museu do Fado.
Sobre a Exposição:

O fado «Primavera» cantado por Amália e escrito por David
Mourão-Ferreira em 1953 constituiu uma inovação na época, o que é
destacado numa exposição que abre ao público sexta-feira no Museu do
Fado, em Lisboa.
«Esta relação, que hoje nos surge como absolutamente natural, na época
revela uma inovação e uma grande coragem dos dois, na medida em que não
era normal um académico escrever para fado, nem uma fadista cantar
poemas eruditos», disse à Lusa David Ferreira, filho do poeta.

«Na altura, quando o meu pai [David Mourão-Ferreira] começou a escrever
para fado foi muito criticado. Na universidade diziam-lhe para se deixar
de fadistices. Mas Amália também foi criticada por cantar letras à
Picasso, como alguém afirmou», recordou David Ferreira.

O encontro entre os dois foi promovido por Rui Valentim de Carvalho,
cunhado de David, que o desafiou a escrever «para a grande fadista».
Ao fado «Primavera», com música de Pedro Rodrigues, seguiu-se
«Libertação», dois anos depois, iniciando-se uma relação que se manteve
durante anos e que é visível em álbuns e EP, nomeadamente «Busto»,
«Abandono» ou «Fado português».

«O que é assinalável no
caso do meu pai [David Mourão- Ferreira] é que escreveu tendo em conta a
métrica fadista, isto é, pensando na sua adaptação a melodias de fado
tradicionais», explicou David Ferreira.
Poeta, ficcionista e também ensaísta, Mourão-Ferreira escreveu o livro
«à guitarra e à viola», constituído exclusivamente por poemas para fado.
Além de Amália, David Mourão-Ferreira escreveu para outros fadistas,
nomeadamente Francisco Pessoa, e também para a música ligeira, caso de
Simone de Oliveira.

O poema «Praia de Outono» foi interpretado com música de Nóbrega e Sousa
por Simone de Oliveira e em fado por Celeste Rodrigues.
«Curiosamente, David Mourão-Ferreira foi, de todos, o poeta que Amália
mais cantou, mas outros também cantaram coisas suas e isso está
documentado na exposição e no respectivo catálogo», assinalou David
Ferreira.

Na sua avaliação, o catálogo «está muito completo e será um contributo
para melhor conhecermos o contributo e as preocupações de David
Mourão-Ferreira com o fado».

«Há muitos textos seus, também patentes na exposição, em que reflecte
sobre o fado, a sua ligação com a poesia, e sobre Amália Rodrigues»,
disse.
Fotografias, manuscritos, algumas páginas dactilografadas com correcções
feitas à mão e registos fonográficos integram a exposição, que estará
aberta até 30 de Setembro.

David Ferreira referiu à Lusa a
existência de registos fonográficos de fadistas como Mariza, Camané ou
Cristina Branco que recriam fados de David Mourão-Ferreira. Esta
exposição traz algumas novidades, como um registo fonográfico do poema
«Escada sem corrimão», que «até aqui se julgava uma criação de Camané,
mas parece ter anteriormente sido cantado» por outro artista.
Falecido em 1996, David Mourão-Ferreira foi poeta, ensaísta,
ficcionista, jornalista, professor universitário e tradutor.
Escreveu apenas um romance, «Um amor feliz», pelo qual recebeu vários
prémios, entre eles, o Grande Prémio de Romance e Novela 1986.
Fonte: Diário Digital / Lusa
Tabela de
Equipamentos:
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Equipamento: |
Modelo: |
| Projector |
Sanyo PLC XU48 |
| Suporte
|
Suporte Tecto Vogels |
| Colunas |
n/d |
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Ecrã |
Ecrã Translúcido Viva HD |
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